Guedes culpa alimentos e energia por inflação recorde no Brasil.

Ministro creditou situação ao cenário internacional, durante entrevista a emissora nos EUA.

Guedes culpa alimentos e energia por inflação recorde no Brasil.
Em entrevista a uma emissora de televisão norte-americana, nesta terça-feira em Washington, o ministro da Economia, Paulo Guedes, minimizou a escalada da inflação brasileira. Ele atribuiu a alta de preços a "um problema global" concentrado em energia e alimentos. 
"A inflação está no mundo todo. Metade da inflação é exatamente comida e energia. Por isso, nossa proteção (social) ainda está lá. Vamos manter essa proteção. Vamos aumentar a transferência direta de renda para população pobre exatamente para cobrir os preços dos alimentos e da energia", disse à CNN Internacional.
Além da transferência de renda - o governo quer turbinar o Bolsa Família por meio do Auxílio Brasil, mas ainda não encontrou uma fonte de recurso - o ministro não apresentou nenhuma proposta para conter a alta de preços no Brasil. Nos últimos 12 meses, encerrados em setembro, a inflação brasileira medida pelo IPCA registrou alta de 10,25%, de acordo com o IBGE.
Guedes foi para o Estados Unidos, onde fica até a quinta-feira, em meio a revelações de que mantém uma "offshore" em paraíso fiscal. Em Washington, ele participa da reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, que reúne ministros da Economia de 190 países, e de reuniões com ministros da Fazenda e presidentes de Bancos Centrais do G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo.
Sobre a offshore e o eventual benefício que teve com a alta do dólar frente ao real, o ministro disse que não fez nada de errado: "Saí de todos os investimentos para assumir o ministério e perdi mais dinheiro quando assumi a pasta (do que com a valorização do dólar)". 
Ainda durante a entrevista, o ministro reagiu à pergunta sobre número elevado de mortes na pandemia, dizendo que Brasil ofereceu todas as camadas de proteção para que população pudesse fazer distanciamento e preservar os empregos.
 
 
 
 
Fonte: Correio do Povo
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